breogán: a ópera de lukinovich scarpa.
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Cartaz da estreia de Breogán, (Santiago de Compostela, 24.01.1906) da autoria do próprio Lukinovich Scarpa.


Por Xosé Villán.

Breogán é uma Ópera em dois actos, composta (música e libretto) por Lukinovich Scarpa e inspirada na lenda do rei e fundador mítico da Galiza, tal como nos é contada no Leabhar Ghabhála Érenn. Contudo, Breogán também é, na esteira do ressurgimento galego, uma profunda homenagem à Galiza, à sua cultura e às suas gentes. Na única carta sua que chegou até nós, Lukinovich Scarpa diz querer edificar uma “obra que transforme em música o sentimento que existe nas palavras de Pondal e de Rosalía”. E se tal vontade transparece óbvia ao olharmos para o libretto de Lukinovich Scarpa, na melodia a homenagem à terra galega é tamém igualmente forte: vejam-se as influências folclóricas galegas na Abertura e em diversas árias.
No primeiro acto, Breogán, ainda jovem, compreende a matéria e o espírito: recebe de Brath, seu pai, os ensinamentos elementares sobre o mar, a terra e o céu, sobre os homens, o governo e o amor. Enamora-se de Onomaris (ária: hermosa señora miña, meu hermoso señor), com quem casa. Funda a cidade de Brigantia, capital do seu reino, e constrói uma torre gigante para iluminar os mares (ária: faro que alumia o mundo, faro que alumia o mar). É do seu topo que os seus filhos conseguem avistar a verdejante Irlanda (ária: de cima desta torre se atopam verdes terras). O primeiro acto termina com a viagem marítima de Ith rumo à Irlanda e com o conselho que o pai lhe dá para que não desça do cavalo enquanto dure a viagem (ária).
O segundo acto começa com o Rei, que permanece em terra, a deparar-se com a natureza e condição humana (ária: Yo no sé lo que busco eternamente): a erosão do tempo, a traição de Cridh, o seu aio, a guerra com os Celardórios (ária: Unos con la calumnia le mancharon) e a morte do filho Ith. No epílogo, Breogán – idoso e no leito de morte, na companhia de Onomaris – pede que não deixem morrer o seu reino. Despede-se do mundo fazendo suas as últimas palavras de Rosalía de Castro: numa ária de uma intensidade sublime, diz abride esa xanela que quero ver o mar.
 
posted by Eduardo Brito at 5:03 da tarde | Permalink |


1 Comments:


At 12:56 da tarde, Blogger sidh

Herdeiros do espírito Atlante...uma notável aproximação aos irmãos galegos e irlandeses.
Fantástico!

 


















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EB


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